sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Mãe, você sabia que o sangue do cordão é meu?


Dentre os procedimentos realizados com recém nascidos certamente um dos mais comuns é o corte (e/ou clampeamento) do cordão umbilical imediatamente após o nascimento - prática que vai contra ao preconizado pela OMS, que recomenda o corte tardio do cordão. Vamos aos fatos: o bebê ganha aproximadamente 100 ml a mais de sangue pelo cordão umbilical até o 3º minuto de vida. Se um homem adulto de 1,82m e 90kg tem aproximadamente 7 litros de sangue em seu corpo (fonte: The New York Times) imagine a falta que 100 mililitros fazem para um bebê de 50 cm e 3 kg! Além disso, durante toda a gestação o bebê recebe oxigênio pelo cordão umbilical (que o transporta da placenta para o bebê). Quando o cordão é cortado precocemente, a adaptação do útero para o ambiente externo é brusca, fazendo com que o bebê tenha que respirar imediatamente para receber oxigênio. Pense que essa pessoa nunca respirou antes! As transferências pelo cordão umbilical só terminam quando o cordão umbilical para de pulsar, sendo esse o momento adequado para o corte, apontam estudos.
Mas e a coleta de células tronco do cordão umbilical? A Anvisa publicou em maio de 2013 a cartilha "Conhecendo os Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário" que esclarece sobre verdades e mitos sobre o congelamento de células tronco do cordão umbilical para o próprio uso. Além da cartilha, a professora da UFRGS e pesquisadora do Instituto de Pesquisa com Células Tronco Patricia Panke, no artigo "O Terrorismo do Cordão Umbilical" , afirma "As células-tronco do sangue de cordão praticamente só são usadas para doenças hematológicas como as leucemias (…) não servem para outras doenças, pois não têm as chamadas células-tronco mesenquimais, só as hematopoiéticas. (…) Não adianta congelar na esperança de usar para outras doenças, como doenças cardíacas, diabetes, neurológicas."

Sobre o tema, uma postagem do blog Parto pelo Mundo:
http://partopelomundo.com/…/umbilical-cord-clamping-why-to…/

Nenhum comentário:

Postar um comentário